SHOW 26/03/06
Tarde do dia 26 de março de 2006, tarde de muito frio e garoa, cerca
de 400 bangers se deslocam até o Teatrão, ginásio do E.C.
São José, a espera do holocausto sonoro.
Vamos ver o que de melhor aconteceu.
E a promessa de um grande festival se deu inicio com a apresentação do Gestos Grosseiros, a banda de Guarulhos/SP subiu ao palco e detonou um Death Metal bem tradicional, muito pesado e com um baixo extremamente marcante, assim com as linhas de vocal de Índio extremamente guturais e agressivas, nos remetendo a velha escola do início dos anos 90. A banda que segue divulgando seu EP intitulado First Pain, tocou músicas do álbum na qual eu destacaria Take Your Cross, bem rápida que com certeza caiu no agrado de todos presentes.
Após um breve intervalo a segunda banda a subir no palco é o Forest of Demons, a banda que conta com integrantes do Malice Garden, iniciou sua apresentação mandando todos pro inferno, com um Black Metal cru e ríspido, deixando algumas pessoas presentes boquiabertas diante de tamanha frieza e brutalidade. A banda além de seus sons próprios entre os quais eu destacaria Warriors of Sathanas ainda tocou um cover do Marduk (Materialed in Fire Stone), encerrando sua apresentação com mais um som próprio Unholy Rites Attack me deixando com um gosto de quero mais e no aguardo do lançamento da demo da banda.
O In Torment de Porto Alegre/RS foi a terceira banda a subir ao palco, e na opinião de muitos que estavam no local foi a banda mais brutal da noite com um Death Metal que me lembrava muito bandas como Deeds of Flesh , Severe Torture entre outras, subiu ao palco e realmente pos o lugar abaixo, foi um show sem trégua do começo ao fim, o que se via no palco era pura insanidade e violência, é complicado destacar um som da banda, mas colocaria Wrapped in the Perversity of Chaos e Inhuman Genetic Deformations como as que mais me agradaram na apresentação da banda.
A próxima banda a se apresentar foi o Ungodly de Salvadar/BA, os a Banda Baiana que conta com ex-membros do Mystifier e do Headhunter DC e que no dia anterior já haviam se apresentando no Extreme Metal Fest em São Paulo ao lado do Candlemass, veio espalhar sua devastação sonora pelo Vale do Paraíba, e não decepcionou o público presente o conquistando com grande empatia dos músicos, unido ao um Death Metal violento e técnico. A Banda vem em turnê nacional divulgando seu debut-cd auto-intitulado,e fez uma apresentação muito superior a que havia feito no dia anterior em São Paulo, dentre os sons destacaria Murders in The name of God que estraçalhou o pescoço de muito dos bangers presentes foi uma grande apresentação pra uma grande banda que tem tudo pra se consagrar como uma das grandes bandas nacionais.
A quinta banda, foi nada menos que o Ophiolatry, banda de Pindamonhangaba que era também muito aguardada por grande parte do público. A Banda que no dia anterior também havia se apresentado no Extreme Metal Fest subiu ao palco descendo a lenha no público da capital, inconformados pelas pessoas presentes não terem entendido a proposta da banda e exaltando os bangers de sua cidade natal Pinda. A banda como de praxe apresentou muita técnica e velocidade principalmente de George Dog o baterista, que a cada show mostra mais velocidade e precisão. Entre os sons apresentados pela banda destacaria Asmodeu the Destroyer e a antiga Oposity Monarchy da demo da banda.
E para fechar a noite os anfitriões da casa, o
Morfolk, a banda que pela primeira vez se apresentou com seu novo baixista,
Lucas, que deu conta do recado muito bem, Lucas
esta no lugar de Ryan que deixou a banda temporáriamente, já que
foi morar nos EUA. O Morfolk fez uma grande apresentação, a banda
vem mostrando a cada show que não voltou por simples brincadeira, e quer
sim continuar o seu legado deixado no meio dos
anos 90 quando encerrou suas atividades. A Banda detonou sons que estarão
em seu debut-cd intitulado Blind’s Paradise, que finalmente será
lançado no mês de Maio pela Undervale Records, entre os quais as
clássicas Indians Must Survive, Generation of Violence, que fizeram os
fãs da banda mais antigos além dos mais novos agitaram bastante,
e também Under the Silver Moon que conta com riffs de guitarra marcantes.
Fim de festa e mais uma vez na raça São
José prova que ainda tem cena sim, calando a boca de muitos que insistem
em dizer que a cena Underground da cidade está morta.
Por: Daniel Sanches